17 de março de 2020
Primeiramente, o paciente precisa entender que a cirurgia bariátrica não é a cura para a obesidade, ela é apenas uma ferramenta no combate ao problema.
Após a bariátrica, o paciente precisa adotar uma série de medidas a curto e longo prazo, tanto para a readaptação do organismo quanto para manter a redução do peso proporcionada pela operação. O que mais interfere no pós-cirúrgico é o modo como a cirurgia é realizada, que pode ser de duas formas: por laparoscopia (minimamente invasiva, por meio de pequenas incisões no abdômen) ou aberta (através de um corte de 15 a 20 centímetros).
Os cuidados são praticamente os mesmos. Mas, no caso do método aberto, por ser mais invasivo, o paciente deve ficar em repouso por mais tempo, para que a cicatrização ocorra adequadamente. Quem fez a cirurgia por esse método também deve utilizar uma cinta ou faixa abdominal, pelo período indicado pelo médico, a fim de evitar que os pontos se soltem.
1. O paciente já chega ao quarto do hospital com certa autonomia. Pode e deve levantar, ir ao banheiro e se sentar;
2. A família é fundamental – desde a fase das consultas pré-bariátricas, durante a fase de internação e, principalmente, no pós-operatório – visto que o paciente poderá necessitar de auxílio nos cuidados de locomoção, higiene e alimentação. Ou seja, a família NUNCA deve deixar o paciente sozinho;
3. Nos primeiros 15 dias após a cirurgia, a alimentação indicada pelo médico tem o objetivo de ajudar na recuperação e proteger o organismo. A dieta líquida e pausada é necessária para não forçar as linhas de sutura;
4. Durante seis semanas, o paciente também não deve fazer grandes esforços. Por outro lado, essa recomendação não deve ser entendida como uma desculpa para não se movimentar. Pelo contrário, é essencial se manter ativo e fazer pequenas caminhadas dentro ou ao redor de casa, evitando ficar muito tempo deitado;
5. É extremamente necessário que o paciente siga de forma rigorosa as orientações alimentares. Os líquidos consumidos nos primeiros dias de pós-operatório, devem respeitar a quantidade e a frequência indicadas pelo médico. Isso evita uma série de complicações, como desidratação, cálculos renais, trombose e até fístulas;
6. Após a dieta líquida é indicada a dieta pastosa, a branda e só então a alimentação geral. Os pacientes são orientados a escolher alimentos saudáveis e nutritivos;
7. Identifique sinais de alerta! Alguns sintomas merecem a atenção do paciente nos primeiros dias após a cirurgia. Os principais são: dor que não melhora com medicação prescrita, febre de mais de 37,5 graus ou aumento da frequência cardíaca e respiratória, além de estado alterado de comportamento. Também é necessário estar atento a edemas de membros inferiores, principalmente se esses inchaços não forem simétricos.
É importante ressaltar que, mesmo sendo um procedimento considerado seguro, complicações podem acontecer. Por isso, é importante identificá-las precocemente e entrar em contato com o seu médico. Em caso de dores fortes, além de avisar o médico, procure uma emergência. NÃO BUSQUE ORIENTAÇÕES NAS REDES SOCIAIS, somente o seu médico sabe o tipo da sua cirurgia e o que foi feito na sua operação, então o ideal é entrar em contato com ele!